Blog de Música
09 de Outubro de 2005

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STONES PROTEGIDOS CONTRA CÓPIAS
A banda britânica lançou o último trabalho discográfico num cartão de memória flash, em vez de CD, para impedir a cópia ou a sua utilização na Internet.
O Gruvi, assim se chama o dispositivo, vai estar disponível no mercado a partir de Novembro, por cerca de 35 euros. O cartão, que pode ser lido por computadores, telemóveis, entre outros, tem a particularidade de possibilitar a aquisição e posterior armazenamento de faixas de quatro álbuns dos Rolling Stones.
Foto e texto na Edição On-line do
Diário de Notícias da Madeira.

 

publicado por Correcaminhos às 14:33
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08 de Outubro de 2005

Tom Jobim 
Tom Jobim na década de 50
Links: Site Oficial|Clube do Tom|Video1|Video2

GAROTA DE IPANEMA

Letra: Vinicius de Moraes
Música: Tom Jobim
Intérpretes: João Gilberto
Existem mais de duas mil versões registadas


Olha que coisa mais linda mais cheia de graça
É ela a menina que vem e que passa
Num doce balanço caminho do mar
Moça de corpo dourado do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar


Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
E que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor
Por causa do amor...


A verdadeira Garota de Ipanema
por Vinicius de Moraes


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"Seu nome é Heloísa Eneida Menezes Paes Pinto, mas todos a chamam de Helô. Há três anos atrás ela passava, ali no cruzamento de Montenegro e Prudente de Morais, em demanda da praia, e nós a achávamos demais. Do nosso posto de observação, no Veloso, enxugando a nossa cervejinha, Tom e eu emudecíamos à sua vinda maravilhosa. O ar ficava mais volátil como para facilitar-lhe o divino balanço do andar.
E lá ia ela toda linda, a garota de Ipanema, desenvolvendo no percurso a geometria espacial do seu balanceio quase samba, e cuja fórmula teria escapado ao próprio Einstein; seria preciso um António Carlos Jobim para pedir ao piano, em grande e religiosa intimidade, a revelação do seu segredo.
Para ela fizemos, com todo o respeito e mudo encantamento, o samba que a colocou nas manchetes do mundo inteiro e fez de nossa querida Ipanema uma palavra mágica para os ouvintes estrangeiros.
Ela foi e é para nós o paradigma do bruto carioca; a moça dourada, misto de flor e sereia, cheia de luz e de graça mas cuja visão é também triste, pois carrega consigo, a caminho do mar, o sentimento do que passa, da beleza que não é só nossa - é um dom da vida em seu lindo e melancólico fluir e refluir constante.


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Vinicius apresenta Helô

Garota de Ipanema diz que ciúme pode ter motivado processo
A musa inspiradora de uma das canções mais tocadas no mundo acha que o ciúme pode ser a razão do processo que pode proibi-la de usar o título Garota de Ipanema.
As famílias dos autores da música, os já falecidos Tom Jobim e Vinicius de Moraes, se uniram na Justiça contra Helô Pinheiro - a mulher que, segundo os próprios autores, inspirou a obra, composta em 1962. "Essa intimação que recebi me deixou desorientada", disse Helô em entrevista à BBC.
"Não tem fundamento. O prédio onde eu moro no Rio se chama Garota de Ipanema. Em todo o Brasil, existem bares e boates com esse nome, e ninguém nunca reclamou. Se eu sou a musa inspiradora da canção, é meu direito usar o título."

Ilustre desconhecida
Conta a lenda, divulgada pelos próprios Tom e Vinicius, que eles se encantaram ao ver aquela adolescente a caminho da praia e fizeram a canção. Surpreendentemente, "Garota de Ipanema" foi um fracasso no Brasil na época do lançamento.
Mas, longe das terras tropicais, a melodia sofisticada e a beleza da letra encantaram os norte americanos. Em 1964, "Garota de Ipanema" ganhou o prêmio Grammy de disco do ano.
Até então, a jovem Heloísa Eneida era uma ilustre desconhecida. Mas várias jovens brasileiras garantiam ser a musa inspiradora da música. Finalmente, em 1965, Tom e Vinicius revelaram quem era a moça que "passava em doce balanço a caminho do mar".
Heloísa, que assumiu o nome artístico de Helô Pinheiro, virou uma celebridade. Foi entrevistada por jornalistas do mundo todo, actuou em novelas, apresentou programas de televisão, fez comerciais, organizou concursos de beleza e publicou sua biografia


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Links:
garotadeipanema.com.br|Video1|Video2|Video3

Loja causou polêmica
Depois de mais de 30 anos de fama, o estopim da briga com as famílias dos autores da música parece ter sido uma loja aberta por Helô em S.Paulo. O nome da loja? Garota de Ipanema, é claro.
A viúva de Tom Jobim e os filhos dos dois autores da música acusam Helô de explorar comercialmente a obra e querem que ela pare de usar essa denominação.
"Eles querem me matar", diz. "Mas como vão contar a história da Garota de Ipanema, se eu for apagada dessa história?"
Helô acha que motivos pessoais possam ter motivado o processo, após tanto tempo. "Tom Jobim me pediu em casamento uma vez. Talvez o ciúme da viúva só tenha aflorado agora", afirma.
Procurada pela BBC, a advogada das famílias Jobim e Moraes informou que os autores da acção não falarão sobre o assunto.

Músico "chocado"
O bluesman norte-americano J.J. Jackson vive no Brasil há vinte anos e a canção faz parte de seu repertório. Ele se diz chocado com a polêmica. "Garota de Ipanema é uma obra-prima que lançou a Bossa Nova no mundo todo", diz o músico.
"É óbvio que alguém inspirou aquela canção. Já que os autores disseram que essa moça era a Garota de Ipanema original, ela tem todo o direito de usar o título. Ninguém tem o direito de tirar isso dela", diz Jackson.

publicado por Correcaminhos às 10:32
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02 de Outubro de 2005

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Fadista Mariza esgota mítico Carnegie Hall
Depois do memorável concerto que efectuou no Ilhéu de Câmara de Lobos, no passado dia 17 de Setembro, Mariza voltou a mostrar o seu valor internacional, ao esgotar o mítico Carnegie Hall, em Nova Iorque. De acordo com notícia da Lusa, a fadista encontra-se em digressão pelos Estados Unidos e Canadá para apresentar o seu novo álbum "Transparente", que na semana passada se situava entre os dez mais vendidos do Top World Music da Billboard.
Nos últimos quatros dias o seu site pessoal
www.mariza.org registou cerca de 15.000 consultas a partir do Canadá e Estados Unidos, representando estes dois países 30 por cento do total das consultas ao site, por área geográfica.
No dia 7, Mariza sobe ao palco nova-iorquino com a sala esgotada semanas antes. Além dos temas de "Transparente", o álbum produzido por Jaques Morenlenbaum, Mariza propõe neste concerto "uma viagem" pelos dois álbuns anteriores "Fado em mim" e "Fado curvo".
Nesta digressão, a intérprete de "Cavaleiro Monge" é acompanhada por Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica), Vasco Sousa (baixo), Paulo Moreira (violoncelo), António Barbosa (violino), Ricardo Mateus (viola de arco) e João Pedro Ruela (percussão). Foto e texto na Edição On-line do
Diário de Notícias da Madeira.

publicado por Correcaminhos às 13:54
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01 de Outubro de 2005

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Miguel Graça Moura é natural do Porto e foi aí mesmo, no Conservatório de Música, que se diplomou nos cursos de Piano e de Composição, entre 1976 e 1981.
Em paralelo à sua formação musical, frequentou ainda o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Graça Moura fundou e dirigiu vários grupos musicais, entre os quais se destaca o
Música Viva, que se apresentou em mais de uma centena de concertos pelo país entre os anos de 1975 e 1981.
Em França, estudou como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Francês, Direcção de Orquestra com
Jean-Sébastien Béreau e Análise Musical com René Schmidt, concluindo, em 1984, ambos os cursos com a nota máxima.
Inicia então a actividade de professor, leccionando no Conservatório Nacional de Reims, e de assistente de Jean-Sébastien Béreau.
Estreia-se como maestro em França, como Director Musical da Orquestra Universitária de Estrasburgo (entre 1982 e 1984) e depois na Orquestra Sinfónica Universitária de Grenoble (entre 1984 e 1986).
Em 1986 regressa ao nosso país onde funda e dirige a Orquestra Portuguesa da Juventude e a Orquestra de Câmara "La Folia", com as quais grava alguns álbuns e vai em digressão um pouco por todo mundo.
Entre 1987 e 1991, foi ainda assessor do Ministro da Cultura Roberto Carneiro, chefiando a comissão que elaborou a reforma do ensino artístico em Portugal.
Em 1992 Graça Moura funda a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Academia Nacional Superior de Orquestra e, à posteriori, o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa, a Escola Metropolitana de Música de Lisboa e ainda a Academia Metropolitana de Amadores de Música. Tudo isto englobado num projecto visionário que complementa a actividade musical com a componente do ensino e da promoção dos intérpretes nacionais.
Além de gravar vários álbuns com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o maestro editou ainda um disco com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Hannover, e ainda um outro com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim.
De um currículo admirável, destaca-se o facto de Graça Moura de ter dirigido, além de quase todas as orquestras nacionais, uma série de orquestras estrangeiras. Macau, Alemanha, República Checa, França, EUA ou Singapura são apenas algumas delas.
Destaque ainda para o facto de ter dirigido solistas de renome mundial como
Tatiana Nikolayeva, Lee-Chin Siow, Maria João Pires ou Augustin Dumay, entre muitos outros.
Além de maestro, Miguel Graça Moura é também compositor, com cerca de 20 obras escritas já apresentadas em Portugal e no estrangeiro, entre as quais estão composições como "Nada Se Sabe, Tudo Se Imagina" (sobre poemas de Fernando Pessoa), encomendado pelo Festival de Música Contemporâneo de Estrasburgo, ou "Interrogations", uma peça para piano premiada pelo Festival de Nápoles de 1986. (In Cotonete)

publicado por Correcaminhos às 12:40

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Álvaro Cassuto foi director artístico e maestro titular de prestigiosas orquestras estrangeiras: da University of California, Irvine (1974/79), da Rhode Island Philharmonic (1979/85) e da National Orchestra of New York (1981/86). É actualmente Director Artístico e Maestro Titular da "Israel Raanana Symphony Orchestra". Em Portugal, foi maestro director da Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa (1988/93), e fundador da Nova Filarmónica Portuguesa (1988/93), assim como da Orquestra Sinfónica Portuguesa que dirigiu de 1993 até 1999 e da Orquestra do Algarve.

Nascido no Porto, muito cedo se afirmou como um dos compositores mais válidos da vanguarda portuguesa dos anos 60. Estudou direcção de orquestra com Pedro de Freitas Branco em Lisboa, Herbert von Karajan em Berlim e com Franco Ferrara em Hilversum. Obteve o diploma de Kapellmeister em Viena 1965 um ano depois de se licenciar em Direito pela Universidade de Lisboa. Em 1969, o maestro Erich Leinsdorf, titular da Orquestra Sinfónica de Boston, atribuiu-lhe o Prémio Koussevitzky, o mais importante galardão americano para jovens maestros, o que determinou a sua carreira norte-americana.

Tem sido maestro convidado de muitas dezenas das melhores orquestras europeias e norte-americanas enter as quais se contam a Royal Philharmonic, a London Philharmonic Orchestra e a London Symphony Orchestra (com a qual também gravou vários cds), a Philadelphia Orchestra, as orquestras de Cleveland, Los Angeles, North Carolina, Oklahoma City e San Antonio, a Orchestra de la Suisse Romande, a BBC Philharmonic (que também dirigiu em vários festivais de música), as orquestras filarmónicas de S. Peterburgo e de Moscovo, a Israel Philharmonic, a Philharmonia Hungarica (que inclusivamente dirigiu em várias digressões pela Alemanha), a orquestra da Rádio de Leipzig (que também dirigiu no Festspielhaus em Berlim), a Staatskapelle Weimer, a Orchestra Phillarmonique de la BRT em Bruxelas (que também dirigiu na ópera "Fledermaus" de Johann Strauss no festival de Antuérpia), a Munchner Symphoniker (com a qual também gravou dois cds dedicados a aberturas de Mozart e de Rossini), e a Orquestra Nacional de España, entre muitas outras. Dirigiu as estreias em Portugal, no Teatro Nacional de São Carlos das óperas "Erwartung" de Schoenberg, "II Prigionero" de Dallapiccola, "The Bear" de William Walton e "Em Nome da Paz" da sua própria autoria, tendo também dirigido outras óperas no São Carlos e no Teatro da Trindade em Lisboa (onde lhe foi atribuído o Prémio da Imprensa).

Álvaro Cassuto tem uma discografia variada e extensa. Com a Nova Filarmonia Portuguesa gravou mais de 25 CD para as etiquetas EMI Classics e Movieplay Portuguesa com muitas dezenas de obras do repertório clássico e romântico internacional. Para a etiqueta Marco Polo gravou a integral das sinfonias de Joly Braga Santos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, London Symphony Orchestra, Bournemouth Symphony Orchestra, Northern Sinfonia e National Orchestra of Ireland. Deu início a um ciclo de gravações de óperas do famoso compositor oitocentista Marcos Portugal para a etiqueta Marco Polo com a City of London Sinfonia e para a Dynamic de Génova com a orquestra Milano Classica. Também gravou CD com a Munchner Symphoniker com aberturas de Mozart e de Rossini. Veja mais na meloteca

publicado por Correcaminhos às 12:35
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criado em 12 de Julho de 2005
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