Blog de Música
01 de Outubro de 2005

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Miguel Graça Moura é natural do Porto e foi aí mesmo, no Conservatório de Música, que se diplomou nos cursos de Piano e de Composição, entre 1976 e 1981.
Em paralelo à sua formação musical, frequentou ainda o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Graça Moura fundou e dirigiu vários grupos musicais, entre os quais se destaca o
Música Viva, que se apresentou em mais de uma centena de concertos pelo país entre os anos de 1975 e 1981.
Em França, estudou como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Francês, Direcção de Orquestra com
Jean-Sébastien Béreau e Análise Musical com René Schmidt, concluindo, em 1984, ambos os cursos com a nota máxima.
Inicia então a actividade de professor, leccionando no Conservatório Nacional de Reims, e de assistente de Jean-Sébastien Béreau.
Estreia-se como maestro em França, como Director Musical da Orquestra Universitária de Estrasburgo (entre 1982 e 1984) e depois na Orquestra Sinfónica Universitária de Grenoble (entre 1984 e 1986).
Em 1986 regressa ao nosso país onde funda e dirige a Orquestra Portuguesa da Juventude e a Orquestra de Câmara "La Folia", com as quais grava alguns álbuns e vai em digressão um pouco por todo mundo.
Entre 1987 e 1991, foi ainda assessor do Ministro da Cultura Roberto Carneiro, chefiando a comissão que elaborou a reforma do ensino artístico em Portugal.
Em 1992 Graça Moura funda a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Academia Nacional Superior de Orquestra e, à posteriori, o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa, a Escola Metropolitana de Música de Lisboa e ainda a Academia Metropolitana de Amadores de Música. Tudo isto englobado num projecto visionário que complementa a actividade musical com a componente do ensino e da promoção dos intérpretes nacionais.
Além de gravar vários álbuns com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o maestro editou ainda um disco com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Hannover, e ainda um outro com a Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim.
De um currículo admirável, destaca-se o facto de Graça Moura de ter dirigido, além de quase todas as orquestras nacionais, uma série de orquestras estrangeiras. Macau, Alemanha, República Checa, França, EUA ou Singapura são apenas algumas delas.
Destaque ainda para o facto de ter dirigido solistas de renome mundial como
Tatiana Nikolayeva, Lee-Chin Siow, Maria João Pires ou Augustin Dumay, entre muitos outros.
Além de maestro, Miguel Graça Moura é também compositor, com cerca de 20 obras escritas já apresentadas em Portugal e no estrangeiro, entre as quais estão composições como "Nada Se Sabe, Tudo Se Imagina" (sobre poemas de Fernando Pessoa), encomendado pelo Festival de Música Contemporâneo de Estrasburgo, ou "Interrogations", uma peça para piano premiada pelo Festival de Nápoles de 1986. (In Cotonete)

publicado por Correcaminhos às 12:40

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Álvaro Cassuto foi director artístico e maestro titular de prestigiosas orquestras estrangeiras: da University of California, Irvine (1974/79), da Rhode Island Philharmonic (1979/85) e da National Orchestra of New York (1981/86). É actualmente Director Artístico e Maestro Titular da "Israel Raanana Symphony Orchestra". Em Portugal, foi maestro director da Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa (1988/93), e fundador da Nova Filarmónica Portuguesa (1988/93), assim como da Orquestra Sinfónica Portuguesa que dirigiu de 1993 até 1999 e da Orquestra do Algarve.

Nascido no Porto, muito cedo se afirmou como um dos compositores mais válidos da vanguarda portuguesa dos anos 60. Estudou direcção de orquestra com Pedro de Freitas Branco em Lisboa, Herbert von Karajan em Berlim e com Franco Ferrara em Hilversum. Obteve o diploma de Kapellmeister em Viena 1965 um ano depois de se licenciar em Direito pela Universidade de Lisboa. Em 1969, o maestro Erich Leinsdorf, titular da Orquestra Sinfónica de Boston, atribuiu-lhe o Prémio Koussevitzky, o mais importante galardão americano para jovens maestros, o que determinou a sua carreira norte-americana.

Tem sido maestro convidado de muitas dezenas das melhores orquestras europeias e norte-americanas enter as quais se contam a Royal Philharmonic, a London Philharmonic Orchestra e a London Symphony Orchestra (com a qual também gravou vários cds), a Philadelphia Orchestra, as orquestras de Cleveland, Los Angeles, North Carolina, Oklahoma City e San Antonio, a Orchestra de la Suisse Romande, a BBC Philharmonic (que também dirigiu em vários festivais de música), as orquestras filarmónicas de S. Peterburgo e de Moscovo, a Israel Philharmonic, a Philharmonia Hungarica (que inclusivamente dirigiu em várias digressões pela Alemanha), a orquestra da Rádio de Leipzig (que também dirigiu no Festspielhaus em Berlim), a Staatskapelle Weimer, a Orchestra Phillarmonique de la BRT em Bruxelas (que também dirigiu na ópera "Fledermaus" de Johann Strauss no festival de Antuérpia), a Munchner Symphoniker (com a qual também gravou dois cds dedicados a aberturas de Mozart e de Rossini), e a Orquestra Nacional de España, entre muitas outras. Dirigiu as estreias em Portugal, no Teatro Nacional de São Carlos das óperas "Erwartung" de Schoenberg, "II Prigionero" de Dallapiccola, "The Bear" de William Walton e "Em Nome da Paz" da sua própria autoria, tendo também dirigido outras óperas no São Carlos e no Teatro da Trindade em Lisboa (onde lhe foi atribuído o Prémio da Imprensa).

Álvaro Cassuto tem uma discografia variada e extensa. Com a Nova Filarmonia Portuguesa gravou mais de 25 CD para as etiquetas EMI Classics e Movieplay Portuguesa com muitas dezenas de obras do repertório clássico e romântico internacional. Para a etiqueta Marco Polo gravou a integral das sinfonias de Joly Braga Santos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, London Symphony Orchestra, Bournemouth Symphony Orchestra, Northern Sinfonia e National Orchestra of Ireland. Deu início a um ciclo de gravações de óperas do famoso compositor oitocentista Marcos Portugal para a etiqueta Marco Polo com a City of London Sinfonia e para a Dynamic de Génova com a orquestra Milano Classica. Também gravou CD com a Munchner Symphoniker com aberturas de Mozart e de Rossini. Veja mais na meloteca

publicado por Correcaminhos às 12:35
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