Blog de Música
28 de Agosto de 2008

 Herman José

Autor: Carlos Paião

Cifras: Correcaminhos
E(022100)
Ah rapariga, rapariga, rapariga
B7(x21202)
Que só dizes disparates, disparates, disparates
E tanta asneira, tanta asneira, tanta asneira
E(022100)
Que para tirar tanta asneira, não chegam cem alicates
Mas tu não sabes, tu não sabes, tu não sabes
E7(022130) A(x02220)
Que isso de dar um beijinho, já é um costume antigo
E(022100)
Oh quem te disse, quem te disse, quem te disse
B7(x21202) E(022100)
Que lá por dares um beijinho tinhas de casar comigo
 
B7(x21202) E(022100)
Oh chega cá - não vou
B7(x21202) E(022100)
Tu és tão linda - pois sou
B7(x21202) E(022100)
Dá-me um beijinho - não dou
F#(244322)
Interesseira, convencida, ignorante
Foragida, sua burra
És a miúda mais palerma
Camelóide que eu já vi
Mas porque raio é que tu queres
B7(x21202)
Os beijinhos só para ti
 
E(022100)
Ora dá cá um e a seguir dá outro
B7(x21202)
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E(022100)
E no entretanto dá mais um beijinho
Ora dá cá um e a seguir dá outro
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho
 
Ah rapariga, rapariga, rapariga
Dás-me cabo do miolo para te levar com cantigas
Ah mas que coisa, mas que coisa, mas que coisa
Diz lá porque é que tu não és como as outras raparigas
Quando eu pergunto se elas me dão um beijinho
Dão-me tantos, tantos, tantos
Que parecem não ter fim
E tu agora estás com tanta esquisitice
Que qualquer dia já queres e não sabes mais de mim
 
Dás ou não dás - não e não
Então dou eu - ah isso não
Dá-me um beijinho - não dou não
Não dás porquê sua esganada, egoísta
Malcriada, sua parva
Só se pensas que eu acaso
Tenho a barba mal cortada
E vê lá se tens receio
Que a boca fique arranhada
 
Ora dá cá um e a seguir dá outro
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho
Ora dá cá um e a seguir dá outro
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho
 
Então vá lá - já disse
Eu faço força - oh que parvoíce
Dá-me um beijinho - que chatice
Analfabruta, pestilenta hipocondríaca
Avarenta, bexigosa
Vou comprar um dicionário
Que só tenha nomes feios
Que é para eu te chamar todos
Até tu teres os ouvidos cheios
 
Ora dá cá um e a seguir dá outro
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho
Ora dá cá um e a seguir dá outro
Depois dá mais um que só dois é pouco
Ah eu gosto tanto e é tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho
 

Carlos Paião

Carlos Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 na cidade de Coimbra.
Formou-se em Medicina, mas acabou por decidir, mais tarde, dedicar-se exclusivamente à música.
Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, tendo composto centenas de canções.
Em 1981, representou Portugal na Eurovisão com Playback, e editou Pó de Arroz um dos seus maiores sucessos.
O êxito que se seguiu foi a "Marcha do Pião das Nicas", canção onde, de novo, está bem patente o "jeito" especial, porque ligeiro, mas certeiro, de Carlos Paião para a crítica e a sátira.
"Algarismos" foi o seu primeiro LP, que não obteve, no entanto, o reconhecimento e êxito merecidos e desejados.
Surgiu entretanto a oportunidade de participar no programa de televisão Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.
Num outro programa, Hermanias, Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de "Serafim Saudade", uma caricatura criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.
A editora EMI - Valentim de Carvalho tinha inclusive chegado a encomendar a Carlos Paião canções para outros artistas, entre os quais o próprio Herman José, que viria a alcançar grande êxito com "A Canção do Beijinho", e Amália Rodrigues.
Para a diva da música portuguesa, Carlos Paião escreveu "O Senhor Extra-Terrestre", cuja letra chegou mesmo a constar dum manual para alunos da escola primária.
Em 1986, escreveu "Bamos lá, Cambada!", feita para "José Esteves", outra famosa personagem criada por Herman José (o adepto portista que pensa ser especialista em futebol).
Para além de compositor prolífico, Carlos Paião era também um homem de palco, tendo realizado inúmeros espectáculos.
A 26 de Agosto de 1988, a caminho de um espectáculo em Leiria, Carlos Paião encontrou a morte num violento acidente de viação.
Em 2003 foi lançado um CD comemorativo dos 15 anos do desaparecimento de Carlos Paião, uma das maiores e mais queridas estrelas do mundo da música portuguesa.
Fonte: Instituto Camões

publicado por Correcaminhos às 13:46
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