Blog de Música
24 de Junho de 2008

Edmundo de Bettencourt nasceu no Funchal no dia 7 de Agosto de 1899 e para além de escritor e poeta ficou também ligado à história do fado de Coimbra, uma expressão musical revolucionada por um dos fundadores da revista literária 'Presença'.

Com o objectivo de evocar a obra musical legada por Edmundo de Bettencourt, o Grupo Madeirense de Fados de Coimbra cumpre uma iniciativa criada a partir de 1999 e que decorre no adro da Sé do Funchal. Fonte: Diário

"A serenata está em preparação e em princípio, irá decorrer nos princípios de Julho, a fim de comemorar o nascimento de Edmundo de Bettencourt".

A iniciativa, organizada pela Junta de Freguesia da Sé, inclui um repertório composto por canções não só de Edmundo de Bettencourt como de outros autores", fez saber Jorge Marques de Freitas. Este músico integra o Grupo Madeirense de Fados de Coimbra juntamente com Luís Filipe Costa Neves (vozes), Agostinho Figueira, Marco Ribeiro (violas), Ilídio Fernandes e Pedro Martins (guitarras).

Trata-se de um colectivo sem fins lucrativos que tem como objectivos manter e divulgar a canção da cidade do Mondego, para além de proporcionar um são convívio e espírito académico. No historial do Grupo Madeirense de Fados de Coimbra fazem parte diversas serenatas, quer na Sé do Funchal quer em diversos pontos da Região. Já do património musical de Edmundo de Bettencourt destacam-se, nomeadamente, 'Saudades de Coimbra (mais conhecida pelo verso 'Do Choupal até à Lapa') ou 'Samaritana' e foi acompanhado por Artur Paredes, pai de Carlos Paredes, saudosa referência da guitarra portuguesa.

Por seu lado, José Afonso, cujo pai foi contemporâneo de Edmundo de Bettencourt e que aos dois dedicou o álbum 'Fados de Coimbra e Outras Canções', editado em 1981, descreveu o poeta-cantor como o "maior cantor de fados de todos os tempos".

Poeta e homem do mundo

Edmundo Alberto de Bettencourt integrou o grupo da revista 'Presença', cujo primeiro número foi publicado a 10 de Março de 1927. Em Maio de 1930 saiu o primeiro livro do poeta madeirense com o título 'O Momento e a Legenda' editado pela 'Presença'.

Ainda nesse ano, com Miguel Torga e Branquinho da Fonseca, também fundadores da 'Presença', abandonou a revista.

Um volume com a obra quase inédita de Edmundo de Bettencourt foi publicado em 1963. E no dia 1 de Fevereiro de 1973, aos 74 anos o autor madeirense morre em Lisboa. As reedições de 'Poemas Surdos (1981), de uma antologia, com prefácio de Herberto Helder, poeta madeirense, (1999) e a edição de um CD de fados de Coimbra, para além das serenatas, são motivos para que a figura e a obra de Edmundo Bettencourt não seja 'esquecida'.

publicado por Correcaminhos às 11:39
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